segunda-feira, março 16, 2009
Psicologia e Universo
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Que Deus me livre dos micos, sempre que possível...
terça-feira, fevereiro 10, 2009
Preciso de um remédio para hipocondria...
Voltei a tomar aulas de Yoga para alongar a coluna e relaxar, mas senti dificuldades em fazer alguns exercícios. Em alguns momentos parecia que eu não tinha feito digestão e que a comida estava fazendo o trajeto inverso do meu estômago para a boca. Aliás, parecia que ela nem chegara ao estômago. Por algum motivo ficara presa no esôfago. Minha mestra, quando me queixei, diagnosticou: refluxo.
A palavra foi como uma luz no fundo do túnel esclarecendo tudo que eu sentira nos últimos tempos. A sensação de um bolo no peito que de vez em quando subia para a garganta, e ficava brincando de sobe e desce me levando a tomar todas as espécies de chás amargos criados pela Mãe Natureza.
Fui para o Google estudar o “ meu refluxo”, mas os sintomas não batiam. Resolvi ir a um gastroenterologista que me mandou fazer uma endoscopia. Fiz. O resultado deu gastrite crônica superficial (não era refluxo?). O médico disse que não era causado por bactéria, não tinha nada a ver com o meu bolo no esôfago , sugeriu que fosse um problema emocional , e perguntou se eu estava muito preocupada ou ansiosa. Eu respondi que não estava diferente do meu natural estado normal: estava ansiosa e preocupada como sempre. Ele sorriu e prescreveu mais uma caixa do medicamento que me passara anteriormente. Pensando bem, até que meu mal-estar tinha melhorado nos últimos dias, mas o bolo continuava lá me impedindo de ser uma pessoa leve, relaxada, vendo a vida passar como uma nuvem cor de rosa.
Fiquei com raiva. Pensei que o gastro fosse descobrir a causa das minhas náuseas e já criticava mentalmente as dezenas de outros médicos que já havia consultado.”Veja só, fui a tantos especialistas e foi a minha professora de Yoga quem descobriu que eu tinha refluxo”.
Quer dizer que eu não tenho refluxo? E que diabo é isso que fica preso em minha garganta? Palavras que eu quisera dizer e não disse? Duvido muito. O auto-controle verbal não é o meu forte.
Mas, que droga, e os psiquiatras para que servem??? Não existe remédio para hipocondria?
domingo, janeiro 25, 2009
A UNE que já nos uniu, quem diria......
Esta semana, a UNE reuniu milhares de estudantes em Salvador para discutir Cultura. De fato, se há um lugar no mundo onde o tema possa ser vigorosamente discutido e vivido na prática é esta cidade.
Quem não gostaria de participar de um encontro na mais festiva das cidades brasileiras, em pleno verão, a apenas algumas semanas do carnaval?
O encontro, intitulado de VI Bienal da UNE, sob o tema "Raízes do Brasil, formação e sentido do povo brasileiro" terminou hoje. Ao passar pelo bairro de Ondina, vinda da praia, vi um trio elétrico com bandeiras da UNE e um monte de jovens ansiosos na expectativa de realizar o sonho de grande parte dos brasileiros de sua faixa etária que é a de pular atrás do trio elétrico.
"Cruzes, parece a década de 70. Quanto bicho grilo", pensei. Lembrei de meus anos de Universidade Federal da Bahia, a UNE na ilegalidade, e os encontros que bem ou mal eram realizados por estudantes em vários estados do país. Era o maior bochicho. Nunca fui. Meus pais não permitiam, e como eu dependia economicamente deles me conformava. O chato era ouvir as narrações dos amigos na volta, que iam da hilaridade ao surreal. Era muita diversão. Hoje me pergunto, se ansiosa do jeito que sou suportaria fazer aquelas viagens que duravam de um a três dias em ônibus velhos, que iam quebrando pelo caminho. Não sei não.
Bom, falar em curtição na Bahia é a mesma coisa que falar que a rua fica molhada quando chove a programação da meninada foi um arraso: espetáculos como o Cordel de Fogo Encantado, trio elétrico de Armandinho, Dodô e Osmar, show de Marcelo D2, rappers e outros shows fizeram parte desses dias de felicidade da Bienal que contou ainda com apresentação de projetos artísticos de estudantes, entre vídeos, fotografias, instalações, peças de teatro, bandas de música e obras literárias.Não poderia ser diferente. Onde há encontro de jovens vivendo um clima de normalidade democrática tem que ter festa, mas teria que ter também protestos. O que será que aconteceu? Saímos da pobreza, não temos mais problemas? Finalmente, alcançamos o sonho de Justiça Social?Que coisa estranha! Mais estranho ainda foi quando percebi um out-door da UNE na entrada do campus da UFBa onde estava escrito: "Não às cotas!"
O que? Não acreditei. Não li nada sobre isso na imprensa local...A UNE é contra o sistema de cotas? Então, esses meninos que estudam em faculdades públicas, têm dinheiro para viajar, e, podem se dar ao luxo de curtir o verão em encontros subsidiados pelo governo, acham que cota é privilégio? O que será que propõem? melhor educação para todos?
Sim, é um direito da população uma obrigação do Estado, mas não pode acontecer como num passe de mágica. E até lá? É preciso apertar o passo e dar a outros jovens, que não estudam em escolas particulares e sim em escolas públicas descompromissadas, a chance de entrar numa universidade pública, a oportunidade de poder fazer um curso superior gratuito. Certamente, eles não vão ter grana sobrando para participar de bienais e encontros da entidade em outros estados, mas terão assegurado o direito de sonhar com uma vida adulta diferente da realidade em que vivem, e mudar o rumo dos seus descendentes.Afinal, para que serve a UNE hoje em dia? Para distribuir carteirinha de estudantes?
terça-feira, janeiro 06, 2009
De Gaza para Salvador
sábado, janeiro 03, 2009
O Hamas brinca com Israel
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Ah, Israel...Voce não toma jeito!

Será que o inferno em que esses povos- judeus e palestinos- vivem não vai acabar nunca?
Não precisa ser analista, para ver com clareza que esse conflito é alimentado por aqueles que querem manter o poder e o ‘status quo’ na região. Tanto de um lado quanto de outro. O Hamas ataca Israel que reage desproporcionalmente, e acaba causando a morte de centenas de civis inocentes. É um círculo que não acaba nunca. Os inimigos da paz manejam seus adversários como títeres. Se o inferno existe, deve ficar naquela área.
Talvez por isto Cristo tenha nascido lá. Para levar esperança de paz e de fraternidade entre os homens. Daí o ditado: ”santo de casa, não faz milagres”. O povo, entre o qual ele veio, não tem inteligência emocional, e continua aferrado às leis de Moisés do olho por olho e dente por dente.
É muito fácil para os inimigos de Israel manipularem suas ações e reações. São sempre as mesmas: a da força. E enquanto este ciclo não for quebrado, a situação não vai acabar. Pobre povo israelense; pobre povo palestino. Pobre de nós, seres humanos, que cada dia ficamos mais pertos do Apocalipse e cada vez mais distante das máximas pregadas pelo Cristo, de amar ao próximo como a si mesmo e a fazer aos outros o que quisermos que seja feito a nós mesmos.
Essa guerra estúpida, todos sabem, pode levar à destruição de todo o planeta.
Vejo pelo noticiário da TV imagens de bombas e de pessoas feridas.
Olho pela minha janela e vejo um pedaço do mar, em Ondina, e a Igrejinha de São Lázaro, no alto da colina, pintada de branco e sobranceira. Barulho só o dos automóveis que passam na rua e de conversa entre transeuntes.
Apesar de tudo ( e é muita coisa para se lamentar), ainda acho que tenho sorte de viver no Brasil!
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Barack Obama: Contemporaneidade e Relações Raciais
O texto é grande, mas acho que vale a pena ser lido. Foi escrito pela amiga Lúcia Correia Lima e publicado no jornal A Tarde um pouco antes das eleições norte-americanas. Lúcia comenta, de uma maneira clara e coerente a questão do problema racial nos EUA e no Brasil, semelhanças e diferenças, sem maniqueísmos nem rancores, mas com o pragmatismo dos que lutam por mudanças e não pela perpetuação ou ampliação do sofrimento. Gostei e estou publicando para vocês com a autorização da autora.
"O jornalista John Carlin, repórter do espanhol El País, com uma simplicidade que me faz lembrar uma brincadeira dos ingleses, que brinca com a palavra miss, (senhorita), transformando-a em uma sigla, que quer dizer: “Make it simple, stupid”, ou seja: faça a coisa simples, estúpido, reúne na matéria “A Cor de Obama nos desafia”, informações antropológicas, históricas e sociológicas, que nos fazem entender a questão, que o mestiço norte americano enfrenta em seu caminho para a Casa Branca, diante dos afro-americanos; com semelhanças, mas, fundamentais diferenças dos afro-brasileiros.
Na matéria de página inteira, publicada recentemente no jornal A Tarde, o repórter nos mostra os abismos entre os afro-americanos, que são descendentes da cruel escravidão, e a nova geração de descendentes africanos que “se instalaram na terra das oportunidades de maneira voluntária, atraídos pela possibilidade de uma vida melhor. E disso nasce aquele otimismo fresco, às vezes ingênuo, que segue definindo a American Way of Life.”.
Obama, não é descendente de escravos, e nasce de uma mãe bem branquinha e corajosa, ao se casar com um africano, em um Estado, em que uniões entre brancos e negros eram proibidos por lei. Depois, tão corajosa quanto, se casou novamente com um oriental, que obviamente colaborou na educação, daquele que segmentos menos conservadores no mundo, torcem, para que seja o próximo presidente dos Estados Unidos.
Temos simpatia por Obama, embora ele, como todos os mortais, tenha equívocos; e já está completamente equivocado quando disse em um dos seus discursos de campanha, que “a Amazônia é internacional”. Se assim o for, quero voltar para New York sem visto, apenas com minha identidade da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas), que, com lei federal nos fornece o mesmo documento emitido pelas Secretarias de Seguranças.
Lendo naquele sereno domingo o matutino baiano, lembrei-me do dia em que as torres, símbolos do poder econômico americano, estavam tragicamente sendo derretidas, por ações terroristas. Acontecia naqueles 11 de setembro em Salvador, um encontro internacional de capoeira angola. A arte afro-brasileira, que me encantou desde jovem.
Hospedavam-se em minha casa, quatro capoeiristas norte-americanas. No exato dia em que os aviões destruíram as torres em New York, uma das meninas do noroeste, chegou na casa aos prantos, dizendo que a guerra havia começado. Só aí ligamos a TV, e juntas, em silêncio e perplexas vimos as cenas que durante séculos, o mundo não vai esquecer.
Sofri com os colegas capoeiras, que estavam fora de seu país em um momento como aquele. Mas, tudo se transformou em uma profunda reflexão. Convivi de perto, com a força da alma do povo norte americano. Uma delas da Califórnia, lembrou com tranqüilidade: “Tivemos um presidente que disse: a cada duzentos anos, o povo americano tem que fazer uma revolução”.
O fato de Obama já ter chegado tão próximo da presidência de seu povo, possivelmente, esta revolução está a caminho. Embora este conceito de revolução já seja para muitos um mito, depois da chegada do capitalismo; depois da revolução burguesa. Do processo irreversível de industrialização, as maquinas estão sempre a revolucionar as relações de produção e consequentemente sociais. O velho Marx há muito já nos disse: “tudo que é sólido, desmancha no ar”!
Sonho de King
Para o repórter do jornal espanhol, Obama é também a realização do sonho do líder negro Martin Luter King, de que um dia, seus filhos fossem julgados não pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. O mestiço chamado de negro, filho de um emigrante queniano e uma branca do Kansas, venceu porque sua inteligência emocional não é formada pela insistente memória da escravidão e da crueldade do racismo, mas pela busca de oportunidades e pela memória da coragem de sua nobre mãe, penso eu, puxando a brasa para a sardinha de nós mulheres.
O jovem advogado que já é vitorioso ao vencer o poderio dos Clintons, foi para Harvard, uma das melhores universidades, e tem “colhido com as duas mãos, sem um complexo aparente, as oportunidades que abundam em seu país.” Disse o jornalista John Carlin, que com este nome, deve ser também fruto desta mistura vinda da modernidade: John é um nome inglês e Carlin possivelmente italiano.
Esta matéria me fez refletir, sobre a forma enganada com que nossos lideres negros, tentam transplantar a realidade dos descendentes de escravos nortes americanos, arrastando-a para dentro de nossa realidade. Principalmente da realidade baiana, aonde o desenvolvimento do capitalismo chegou muito tempo depois que no sul do país.
O sul que recebeu imigrantes para as plantações de exportação, e para o início ao processo de industrialização, deixando os descendentes de escravos a própria sorte, como nos mostra Florestam Fernandes em seu fundamental texto de 1968, Relação de Raça no Brasil: Realidade e Mito: “... Pode-se verificar como este mecanismo se manifestava em cidades como São Salvador, Recife ou Rio de Janeiro, nas quais as populações negras e principalmente, mestiças logravam a aquisição de um nicho relativamente vantajoso na organização social e econômica daquelas comunidades.”.
O genial Florestan, também fruto de uma mistura de “raças”, (porque raças não existem), descreve o quanto a vida dos ex-escravos da Princesa Isabel, em São Paulo, continuou dramática, pelo fato de não serem absolvidos e preparados para a vida de libertos e assalariados. Sendo rapidamente substituídos pelos imigrantes. Ficando os homens negros libertos em degradante situação; sustentados pelas mulheres que se adaptaram aos salários e obrigações das empregadas domésticas.
Os afro-americanos, foram objetos de estudo do escritor catedrático negro Shelby Steele, que há quase vinte anos escreveu “O Conteúdo de Nosso Caráter”, que deveria ser estudado por nossos lideres afro-brasileiros, que cometem o equivoco de trazer para nós as dores e estratégias dos descendentes de escravos norte americanos, dos quais Obama não faz parte.
“Steele fala da “carga perigosa” que representa a memória histórica da opressão e da condição mental “defensiva e guerreira” que ela gera. O movimento em direção ao passado é tão irresistível que as oportunidades que alguém tem no presente se tornam invisíveis”. Escreve John, mas deixa claro também, a obviedade da continuação de sinais importantes de racismo no país de Obama; e esta obviedade sim, pode ser transplantada para o Brasil, quando insiste em tapar o sol com a peneira ao tentar esconder com palavras o racismo em nossa sociedade.
Mas, como evoluímos, mesmo que não queiramos (Ave Maria!) existem sim muitos lideres negros baianos, que têm também esta visão contemporânea de Obama. Lembro-me de um evento para homenagear mestres de capoeira, organizado pela CUT e patrocinado pelo Sindicato dos Químicos e Petroleiros, em que a mestra angoleira Janja, disse em seu discurso: “A questão do racismo em nossa sociedade, é de toda ela, brancos e negros, é do conjunto da sociedade.”
Por isto entendo Obama, quando ele, na presença de milhares de pessoas em um estádio, e para as câmaras de TV, disse, com suas palavras, que aqueles negros que esperavam dele esta memória da escravidão, esta dor nunca superada que os levam para trás, para um baixo desempenho nas escolas, para alto índice de doenças cardíacas e uma constante baixa-estima; não para o futuro, que estes, não precisavam votar nele. Barack em toda sua campanha, está deixando claro: quer ser o presidente de todo o povo americano, negros, brancos, oriental-descendentes e hispânico-descendentes".
Lucia Correia Lima é jornalista, fotográfica e roteirista. Esta escrevendo o livro Mandinga em Manhattan, um prêmio do Ministério da Cultura e Fundação Gregório de Mattos, com patrocínio da Petrobras, que é uma continuação do documentário de sua autoria, com o mesmo título, selecionado pelo DOCTC, da Fundação Padre Anchieta, Minc e Irdeb.
quinta-feira, dezembro 18, 2008
A Cúpula do Calote em Sauípe
quarta-feira, dezembro 17, 2008
O pessoal tá ligado!

segunda-feira, dezembro 15, 2008
O som alto que mata e nos inferniza a vida.....
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Uma estátua para Jorge

E, vendo isso, fico perplexa com o descaso do governo do nosso estado para com um dos maiores escritores brasileiros, e um dos mais conhecidos mundialmente: Jorge Amado.
As obras e objetos do escritor , que tornou a Bahia conhecida mundialmente em seus cerca de 60 romances, teve que ser leiloada pelos herdeiros no Rio de Janeiro por falta de interesse do governo baiano. É inacreditável! Como isso é possível?
Lembro que durante uma viagem que fiz a Portugal em 2004 , após ter ganho um prêmio da Salvatur, estava num supermercado quando uma moça se aproximou de mim e puxou conversa. Eu disse que era brasileira, ela, portuguesa de uma das ex- colônias, me perguntou de que lugarl eu era. Quando disse que era da Bahia, ela exclamou entusiasmada: “Bela terra!”
“Você conhece?” perguntei. E ela: “Não, mas li os livros de Jorge Amado”.
Pois é. Não entendo essa atitude do governo baiano. Me parece ser uma vingança relacionada às ligações do escritor com governos anteriores, adversários do atual. Se for, é muita pequenez; se não for é muita incompetência.
quinta-feira, novembro 20, 2008
Só faltava....
terça-feira, novembro 18, 2008
Ação afirmativa
PPG/CEPAIA/UNEB PROMOVEM:
CONFERÊNCIA "AÇÃO AFIRMATIVA NO BRASIL: O DEBATE PÚBLICO"
DR. JOÃO FERES JÚNIOR (IUPERJ)
LOCAL: TEATRO UNEB
DATA: 19/11/2008
HORÁRIO: 14:00H
Viva Stanley Ann, mãe de Obama!

segunda-feira, novembro 17, 2008
Queridas amigas
sábado, novembro 15, 2008
Vamos à fonte
domingo, junho 29, 2008
Levinas?
domingo, junho 22, 2008
Amizades criminosas
quarta-feira, junho 18, 2008
Do meu planeta....


